Ideilde Oliveira (Iya Andréia D'Iyemonjá), foi indicada, aprovada e será Laureada, Aclamada e Diplomada como Comendadora da Ordem do Mérito do Elo Social
- webelosocial
- há 5 dias
- 5 min de leitura

Ideilde Oliveira (Iya Andréia D'Iyemonjá), foi indicada, aprovada e será Laureada, Aclamada e Diplomada como Comendadora da Ordem do Mérito do Elo Social em grau de Comendum/Adeptus
FRANCISCO MORATO, SP — Em meio à densidade populacional e à efervescência cultural de Francisco Morato, destaca-se uma figura cuja vida é um verdadeiro testamento de fé, resiliência e serviço comunitário. Ideilde Oliveira, conhecida religiosamente como Iya Andréia D'Iyemonjá, não é apenas uma liderança espiritual; ela é uma força da natureza que conecta a ancestralidade africana às demandas urgentes do século XXI.

A Escolha do Rei: Um Nascimento Predestinado
A história de Iya Andréia começa muito antes de sua atuação em São Paulo. Nascida em junho de 1973, na cidade de Molungu do Morro, Bahia, sua chegada ao mundo foi marcada por um evento de profundo significado espiritual.
Ideilde veio ao mundo durante uma Festa Tradicional da Cultura Afro-Brasileira, especificamente uma Roda de Xangô e Fogueira de Ayra. No Candomblé, Xangô é o Rei, o senhor da justiça e do fogo. Nascer sob a vibração deste festejo, no Ilê Axé Ara Aganju, foi a primeira "indicação do Rei" em sua vida — um sinal claro de que ela tinha uma missão a cumprir.
Para confirmar essa predestinação, Iya Andréia nasceu com o cordão umbilical enrolado ao pescoço, um sinal místico de proteção e conexão com o sagrado. Ela foi imediatamente acolhida e cuidada pelas veneráveis Yalorixás Rosa de Iyemonjá e Luiza de Xangô, que a iniciaram nos mistérios dos Orixás ainda na infância.
Trajetória Espiritual e Liderança
Após receber o legado de sabedoria de suas primeiras mestras, Iya Andréia continuou sua jornada com o Babalorixá Jacinto Baiano (in memoriam), cumprindo suas obrigações de 7, 14 e 21 anos. Com o falecimento de seu zelador, e já consagrada como Iyalorixá, ela fundou sua própria casa, o Ilê Axé Ya Ogun Boalé, em Francisco Morato.
Sua roça não é apenas um templo religioso; é um ponto de refúgio e fortalecimento para a comunidade, onde a tradição do Candomblé se encontra com a ação social.
O Instituto ECOAR: Impacto Social e Ambiental
Não contente em apenas zelar pelo espírito, Iya Andréia fundou o Instituto ECOAR AFRO Social e Cultural em 2012. O instituto é uma extensão de sua fé, transformando o axé em cidadania.
• Compromisso Global: As ações do ECOAR estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
• Foco Local: O trabalho visa combater o racismo estrutural e promover a inclusão social e ambiental em Francisco Morato, cidade com a maior densidade de pessoas negras do estado de São Paulo.
• Cultura e Meio Ambiente: Ela lidera projetos que vão desde a capacitação cultural até a preservação ambiental, como a recente consagração da Árvore Sagrada Baobá em Franco da Rocha, um marco ancestral para os povos de matriz africana.
Honrarias e Indicações: O Reconhecimento da Realeza e do Poder Público
A dedicação de Iya Andréia rompeu fronteiras, rendendo-lhe títulos que exaltam sua liderança. Entre as diversas homenagens, destacam-se aquelas que evocam grandes reis e rainhas da nossa história, bem como o reconhecimento de autoridades:
• A Indicação ao Prêmio do Rei dos Palmares: Em 2023, ela recebeu o XX Prêmio Zumbi dos Palmares na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), uma honraria que leva o nome do maior líder (Rei) da resistência negra no Brasil. A indicação foi feita pelo Deputado Olim.
• Prêmio África Brasil e Ilé Àsé Ìsèsè (2025): Concedidos pelo Centro Cultural Africano, estes prêmios conectam Iya Andréia diretamente às suas raízes no continente mãe, reafirmando seu papel como guardiã da tradição.
• Dandara Zumbi dos Palmares (2023): Recebeu a homenagem da Câmara Municipal de Francisco Morato, indicada pelo vereador Agnaldo Vidali.
• Embaixadora da Liberdade Religiosa (2023): Título conferido pela Frente Cidadã, com indicação do Deputado Campos Machado.
• Cidadã Moratense (2025): O reconhecimento máximo de sua cidade, indicado pelo vereador Nelsinho da Periferia.
• Doutora Honoris Causa (2022): Pela Faculdade Formação Brasileira e Internacional de Capelania
O Legado da Matriarca
Casada com Osmar, mãe de Ernando, Ivan e Liane, e avó de 9 netos, Iya Andréia D'Iyemonjá é a prova viva de que a espiritualidade é uma ferramenta de transformação social. Seja como Embaixadora de Matriz Africana do Estado de São Paulo ou como a zeladora que acolhe os filhos em seu terreiro, ela segue firme em sua missão.
Como diz a sabedoria de seu povo: "A vida de Yá Andreia é um testemunho vivo da força e da perseverança do povo de terreiro".
"A verdadeira imortalidade não é viver para sempre, mas plantar árvores — e consciências — cujas raízes são tão profundas quanto o Baobá e cuja sombra abrigará gerações que nem sequer saberão nossos nomes. Iya Andréia é a jardineira dessas almas."
— Comendadora Neila Alencar
DA INDICAÇÃO:
A Iniciativa partiu do Excelentíssimo Senhor Comendador da Ordem do Mérito do Elo Social, Dr. Obá Adekunle Aderonmu, Rei de Iwashe na Nig.

Otunba Adekunle Aderonmu, diretor presidente do Centro Cultural Africano, naturalizado brasileiro nasceu em Abeokutá, na Nigéria.
É formado em bioquímica na universidade de Lagos e considerado Otunba (vice-rei) em seu país, devido à herança de família nobre e tradicional, com reis e autoridades no atual governo da Nigéria.
No Brasil, onde vive há mais de duas décadas, desenvolve atividades empresariais e, além disso, é sacerdote religioso.
Ciente da grandiosidade populacional do contingente de negros e afrodescendentes no Brasil, cujo tema é objeto permanente de suas pesquisas, Otunba Adenkule Aderonmu idealizou o Centro Cultural Africano, que funciona na cidade de São Paulo, na Barra Funda, instituição que tem como objetivos principais fazer o intercâmbio cultural, social e religioso entre o Brasil e o Continente Africano. Assim, desde o ano de 1999, com a criação dessa entidade, o seu trabalho conquistou grande visibilidade e credibilidade em todo país.
Tornou-se colecionador e divulgador da arte africana, plásticas, cênicas e tecnológicas e dedica-se a promover essa cultura por meio de grandes eventos, profere palestras para professores e especialistas, ministra cursos sobre religiosidade, além de possuir vasto material audiovisual para consultas e pesquisas dando suporte para estudantes e religiosos.
DO ENCAMINHAMENTO PARA A APROVAÇÃO:

A referida indicação foi encaminhada ao Comendador Roberto da Silva Reis, diretor presidente da CNCCS - Comissão Nacional de Certificação de Comprometimento Social que providenciou a sua aprovação.
Da aprovação:
Com a aprovação, a agora Comendadora Ideilde Oliveira, passa a ser representante dos Projetos da Ordem do Mérito do Elo Social, tanto no Brasil quanto em qualquer país que o mesmo mantenha relações diplomáticas, na qualidade de Comendadora no Grau de “Comenda Adeptus” Titulo nº 1.xxx datado de xx/xx/2026, prenotado no Livro de Honrarias nº 12,
RELAÇÃO DE PROJETOS




























Comentários